segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Relação do sono com a sua vida sexual

Todo mundo já sabe que dormir bem evita muitas doenças. É no sono que restauramos nossas energias e defesas. Porém, mesmo assim, um sono saudável fica, literalmente, nos sonhos de milhões de brasileiros. Boa parte da população não consegue dormir o necessário, pois estão ligados ao trabalho, estudos e responsabilidades. Outra parte leva os problemas para a cama e não se desliga deles. Essa situação só tende a piorar. Hoje as pessoas chegam em casa pensando em relaxar, só que ao invés disso resolvem ligar o computador ou a televisão e comprometem todo o sono. Quando percebem já passaram mais da metade da madrugada acordadas e este sono reparador fica difícil de recuperar.

Um estudo realizado em 2007, em São Paulo, pela Episono, revelou que um terço (32,9%) da população, sofre com a apneia. O problema é que muitas vezes o paciente não sabe que tem este problema, pois nem sempre está associado ao ronco. A doença prejudica todo o equilíbrio do organismo de uma pessoa. Primeiro afeta a mente, pois a falta do descanso reduz o nosso raciocínio lógico, a capacidade de memorizar. Depois, as consequências são pela falta de oxigenação, que compromete todo o sistema cardiorespiratório e vascular. Vem o cansaço, a fadiga e começam outras patologias, todas relacionadas ao desequilíbrio hormonal. Até a obesidade e a diabetes estão associadas a esse distúrbio, inclusive a baixa libido e as disfunções sexuais. Cerca de 60% dos pacientes com apneia sofrem de algum problema de disfunção sexual, sendo a dificuldade de ereção a principal entre os homens. Já nas mulheres, a diminuição da libido e a falta de prazer são as mais comuns.

Como saber se estou dormindo bem ou mal?

Existem duas situações: se você acorda sorrindo, bem humorado e de bem com a vida, a noite de sono foi boa. Mas se você já acorda cansado, quebrado, mesmo ficando mais de 8 horas na cama, então o sono foi ruim. Os jovens devem ficam em alerta, atualmente são os que mais sofrem com o distúrbio. Algumas mulheres jovens estão com níveis altíssimos de colesterol e sérias alterações hormonais, simplesmente porque dormem muito pouco. Isso já está se tornando um vício. Ainda segundo o estudo Episono, 7% dos homens, entre 20 e 29 anos, que apresentavam apneia, tiveram disfunção erétil. Até a produção de espermatozoides é afetada, levando a infertilidade masculina. Ou seja, para ter uma vida sexual normal é fundamental ter bons hábitos, entre eles boas noites de sono.

A boa notícia é que os distúrbios do sono têm tratamento e começam com a mudança de hábitos e com a higiene do sono. Devemos levar a sério nosso descanso, para não comprometermos a saúde física, mental e sexual. Os tratamentos mais comuns para a apneia são o uso da prótese intraoral e do CPAP (equipamento que insufla ar nos pulmões). Outras medidas preventivas recomendadas são: prática de atividade física, combate a obesidade, não ingerir bebidas alcoólicas, evitar o fumo e ter uma alimentação leve e saudável antes de dormir. Fique atento aos sintomas. Se sua qualidade sexual e o prazer estão em alta, tenha certeza que você está a um passo de acordar de bem com a vida.


Fonte: Revista Corpore 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quando o sono não chega

Imaginar que em uma simples caixinha com uma tarja preta possa estar a solução do seu problema é uma tentação perigosa para quem sofre de insônia

É hora de dormir, mas o sono não vem. Você se revira na cama e nada. Levanta, toma um copo de leite para ver se ajuda e, mais uma vez, em vão. Se for apenas por uma noite, tudo bem, você não se preocupa e recupera o sono no dia seguinte. Agora imagina passar por essa situação constantemente? Pois é, quem sofre de insônia sabe muito bem o que é isso. E é aí que mora o problema. A busca incessante por uma boa noite de sono leva muitas pessoas a automedicação. 

No entanto, o uso indiscriminado de remédios para dormir é um recurso perigoso que pode trazer sérias consequências. Todas essas medicações precisam de acompanhamento clínico periódico para examinar a evolução do tratamento, comportamento dos sintomas e níveis de tolerância e dependência. 

Um estudo do departamento de farmacologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), constatou que, em 2004, 61% das pessoas que compraram benzodiazepínicos - grupo de fármacos ansiolíticos utilizados como sedativos, hipnóticos e relaxantes musculares -, em farmácias de Curitiba, tomavam o medicamento há mais de um ano. O uso contínuo dificulta a interrupção. Na pesquisa, 94% dos pacientes não foram bem sucedidos ao tentar interromper o tratamento.

O diagnóstico

Os diversos tipos de medicamentos usados para dormir nunca estiveram tão populares. Além disso, existem catalogados pela literatura médica 84 distúrbios do sono de diferentes origens. Para detectar muitos desses distúrbios, é preciso realizar exames específicos.
Não há contraindicações para fazer a polissonografia, principal exame, não há limite de idade e qualquer um que sofra de algum distúrbio do sono pode fazer tranquilamente. Com base no resultado é que será definido o tratamento ideal para cada paciente. Em algumas ocasiões estes remédios são contraindicados.


Cautela 

O maior risco dos remédios para dormir é a dependência. Com o uso frequente, o organismo desenvolve uma tolerância ao princípio ativo, fazendo com que uma dose maior do medicamento seja necessária para que o mesmo faça efeito. No entanto, se eles forem prescritos com responsabilidade por profissionais e utilizados em tratamentos, são armas importantíssimas para tratar de distúrbios específicos. Outros efeitos colaterais observados são alterações na memória, sonolência diurna, dor de cabeça, náuseas, tontura e disfunção sexual. Por isso, a dica é não se automedicar e investigar a causa real da insônia.


Fonte: Revista Corpore  

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O ronco em crianças

Cerca de 12% das crianças roncam habitualmente enquanto dormem. Esse barulho grave que ocorre a cada respiração enquanto dormimos, geralmente incomoda o companheiro de quarto. No entanto, se ele estiver associado às apneias, pode levar a problemas de saúde. O ronco noturno não é importante quando a criança está resfriada ou com sintomas de rinite, mas se ele existe quando a criança ronca mais do que três noites por semana, respira de boca aberta e tem paradas da respiração durante o sono, é necessário uma avaliação mais funda. Nesta eventualidade, a criança pode apresentar um problema de saúde chamado de apneia obstrutiva do sono.
Crianças com garganta estreita e/ou músculos flácidos apresentam um fechamento da garganta durante o sono, levando ao ronco e à apneia. Com isso, o ar não chega aos pulmões, baixando o oxigênio e elevando o gás carbônico do sangue. Esses engasgos noturnos provocam despertares frequentes, alterando a qualidade do sono. Não é surpresa observar que essas crianças apresentam déficit do crescimento, problemas de comportamento, mau aproveitamento escolar e hipertensão arterial.
Reconhecer essas doenças é mais complicado, pois o ronco e os engasgos noturnos ocorrem enquanto os pais estão dormindo. Crianças com amígdalas grandes ou obesas frequentemente roncam, por isso é importante ter um alto grau de suspeita quanto aos sintomas. O diagnóstico é feito através de avaliação clínica com especialista e um estudo do sono com a polissonografia. Felizmente, o tratamento nos pequenos  é mais simples do que em adultos, pois a maioria deles se beneficia da cirurgia para remoção das amígdalas e da adenóide.

Fonte: Blog Einstein 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os segredos do sono

É do latim a expressão ciclo circadiano (circa + diem = cerca de um dia), que significa - em conceito informal - o mesmo que relógio biológico. Na verdade, o ciclo circadiano de uma pessoa é uma espécie de ritmo regulador do corpo. Mas seu aspecto mais conhecido é o que se refere ao estado de vigília e sono, no ciclo das convencionais 24 horas diárias que movem a rotina das populações do mundo.

Provém do ritmo biológico - ditado pela própria natureza individual - a classificação que se costuma fazer entre pessoas matutinas ou vespertinas (ou noturnas). É possível considerar que talvez residam aí os segredos do estado de sono ou vigília de uma pessoa, a partir de seus instintos naturais para apreciar melhor o dia ou a noite.


Você é matutino ou vespertino?
Os matutinos são aqueles indivíduos que acordam cedo e, pela própria ordem biológica, se sentem animados com a alvorada.  Aqueles que sem despertador, acordam todos os dias às cinco da matina e conseguem realizar um ciclo extenso de atividades rotineiras.
Já os vespertinos - ou noturnos - se mantêm ultraligados noite adentro. São as chamadas "corujas genéticas", pessoas capazes de trocar o dia pela noite, como é comum a escritores, por exemplo, muitos dos quais trabalham a noite inteira, em vigília produtiva permanente. Essas pessoas exercem uma rotina típica com o horário de sono entre quatro e onze horas da manha. Especialistas afirmam que o ritmo de uma pessoa assim deve ser respeitado gerando satisfação natural e ampla produtividade no cumprimento das funções rotineiras.
Como identificar os diferentes grupos
A avaliação desses "portadores de diferentes relógios biológicos" é feita por um questionário que data de 1976, elaborado pelos pesquisadores alemães J. A. Home e O. Otsberg. Os resultados podem demonstrar variações também, já que em cada esfera podem se apresentar exemplos de indivíduos extremos ou moderados, entre os quais aqueles que resistem a longas horas sem dormir.
Também é importante destacar que existem, além dos vespertinos e matutinos, os intermediários - daquela classe de pessoas que se adaptam aos dois tipos de horário: o da noite e o do dia.
O sono possui particularidades e causa impactos na saúde. A falta de sono, por exemplo, pode ser causada como fatores como a ansiedade. A pessoa ansiosa se sente angustiada, nervosa, preocupada, antecipa problemas (e possíveis soluções) e acaba não conseguindo relaxar para dormir. Quando, por fim, consegue adormecer, a qualidade do sono já não é a mesma. A quantidade de sono profundo é reduzida, e a pessoa acorda cansada, como se tivesse trabalhado a noite toda, ou seja, o sono não é reparador.
Também é importante lembrar a questão da hipersonia (tendência a maior intensidade de sono durante o dia, até pelo estado "elétrico" da pessoa de hábitos noturnos em seu horário habitual de vivências). Outro aspecto digno de nota é verificar bem a causa da possível insônia, a fim de que não sejam ministrados medicamentos sem maior necessidade, uma vez que estes trazem malefícios em longo prazo.



Fonte: Yahoo Mulher 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Dia do Médico


Sonolência diurna pode ser um dos efeitos da falta de adaptação do organismo ao horário de verão

A recomendação é dormir um pouco mais cedo do que o normal, para manter o período de descanso

Adiantar uma hora do relógio e acordar mais cedo do que o costume pode ser muito difícil para algumas pessoas e trazer algumas consequências para a saúde. A falta do sono causa danos na rotina diária, tanto no desempenho escolar e profissional, como afetivo e social, além de déficits cognitivos e até o aumento de riscos de acidentes.
Para se adequar ao novo horário, que começa este mês, é importante manter a média de sete a oito horas de sono por dia, para que os prejuízos da privação do sono não surjam a longo prazo. Vale dormir mais cedo do que de costume. Se possível, tirar um cochilo mais longo durante a tarde também pode ajudar.
Dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado e bem disposto no dia seguinte, mas para se manter saudável, melhorar a qualidade de vida e até aumentar a longevidade. É uma necessidade de descanso mental e físico. Durante o sono, ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e longo prazo.
Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes. Cuidados com o travesseiro, colchão e até mesmo a temperatura do ambiente influenciam para um sono renovador e de qualidade. Além disso, para dormir bem é recomendado deixar o ambiente escuro, já que a claridade interfere na produção da melatonina — hormônio que avisa o cérebro que já é hora de dormir. Outro cuidado importante é o de evitar estímulos que atrapalhem um sono profundo, como TV, computador e celular.

Fonte: Bem estar / Zero Hora 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Quando o ronco é um problema?

Muitas mulheres sabem a felicidade que é quando conseguem dormir antes dos parceiros. Isso porque não serão incomodadas por aquele barulho do ronco. Mas será que somente o sexo feminino sofre com essa sinfonia noturna? É claro que não. Mulheres também roncam. Esse barulho não é normal e é sinal de que alguma coisa não está indo bem, mas há solução.
Provocado por estreitamento ou obstrução nas vias respiratórias superiores durante o sono, o ruído é emitido pelas pessoas que sofrem da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, o que faz com que o portador do ronco tenha paradas respiratórias durante o sono. E é o ar que produz uma forte vibração no palato e na faringe, provocando o som.
Até certo ponto, é normal algum barulho enquanto dormimos. Mas devemos ficar atentos quando esse ruído começar a ficar muito forte e desagradável para as outras pessoas. Tem casos de roncos tão altos que chegam a 80 decibéis, ou seja, um barulho correspondente ao escapamento aberto de uma motocicleta.


Causas
 Flacidez nos músculos da boca e da garganta;
Amígdalas e adenoides hipertrofiadas;
Desvio do septo; Pólipos no nariz;
* Palato em forma de ogiva;
Rinite, sinusite e obstruções nasais;
Palato mole e úvula aumentados;
Queixo retraído ( retrognatia);
Envelhecimento.
Fatores de risco
Funcionam como fatores de risco ou agravantes do problema:
Pescoço mais grosso e mais curto;
Obesidade;
Ingestão de bebidas alcoólicas;
Uso de remédios para dormir ou de calmantes;
Dormir em decúbito dorsal;
Excessos alimentares antes de dormir;
Refluxo gastroesofágico;
Tabagismo.
Tratamento
Nos quadros mais leves de ronco e apneia, controlar os fatores de risco e a posição de dormir pode ser uma forma eficaz de tratamento. Para obrigar-se a dormir de lado, uma boa estratégia é costurar um bolso nas costas de uma camiseta e colocar dentro dele uma bolinha de tênis. 
Pode também ser útil usar, à noite, um retrator de língua, ou seja, uma prótese intraoral móvel, que ajude a manter a boca fechada e a projetar a língua um pouco para a frente. Para os casos graves, a melhor indicação é o CPAP nasal. Além de melhorar as crises de ronco, o uso do CPAP afasta o risco de problemas cardiovasculares e de hipertensão. A indicação de cirurgia no tratamento do ronco e da apneia do sono tem de ser muito bem avaliada.
Recomendações
Roncar não é sinal de sono reparador. Se as pessoas próximas se queixam de que você ronca, leve-as a sério e procure assistência médica especializada;
Fique atento: os roncadores podem ser tomados por crises de sono incontroláveis durante o dia, o que certamente irá prejudicar seu desempenho no trabalho e torná-lo mais vulnerável a acidentes;
Evite ingerir álcool e dê preferência a alimentos mais leves, especialmente antes de dormir;
Recorra a artifícios que possam ajudá-lo a dormir de lado e não de barriga para cima;
Mantenha seu peso em níveis ideais;
Pratique exercícios físicos;
Não fume.
Para quem sofre de apneia, a dica é: tente mudar as posições na hora de dormir e procure rápido um otorrino. Não só pelo incômodo causado aos outros, mas também pelo seu próprio bem-estar! Afinal, parada respiratória é coisa séria!

Fonte: Saúde Click