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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os segredos do sono

É do latim a expressão ciclo circadiano (circa + diem = cerca de um dia), que significa - em conceito informal - o mesmo que relógio biológico. Na verdade, o ciclo circadiano de uma pessoa é uma espécie de ritmo regulador do corpo. Mas seu aspecto mais conhecido é o que se refere ao estado de vigília e sono, no ciclo das convencionais 24 horas diárias que movem a rotina das populações do mundo.

Provém do ritmo biológico - ditado pela própria natureza individual - a classificação que se costuma fazer entre pessoas matutinas ou vespertinas (ou noturnas). É possível considerar que talvez residam aí os segredos do estado de sono ou vigília de uma pessoa, a partir de seus instintos naturais para apreciar melhor o dia ou a noite.


Você é matutino ou vespertino?
Os matutinos são aqueles indivíduos que acordam cedo e, pela própria ordem biológica, se sentem animados com a alvorada.  Aqueles que sem despertador, acordam todos os dias às cinco da matina e conseguem realizar um ciclo extenso de atividades rotineiras.
Já os vespertinos - ou noturnos - se mantêm ultraligados noite adentro. São as chamadas "corujas genéticas", pessoas capazes de trocar o dia pela noite, como é comum a escritores, por exemplo, muitos dos quais trabalham a noite inteira, em vigília produtiva permanente. Essas pessoas exercem uma rotina típica com o horário de sono entre quatro e onze horas da manha. Especialistas afirmam que o ritmo de uma pessoa assim deve ser respeitado gerando satisfação natural e ampla produtividade no cumprimento das funções rotineiras.
Como identificar os diferentes grupos
A avaliação desses "portadores de diferentes relógios biológicos" é feita por um questionário que data de 1976, elaborado pelos pesquisadores alemães J. A. Home e O. Otsberg. Os resultados podem demonstrar variações também, já que em cada esfera podem se apresentar exemplos de indivíduos extremos ou moderados, entre os quais aqueles que resistem a longas horas sem dormir.
Também é importante destacar que existem, além dos vespertinos e matutinos, os intermediários - daquela classe de pessoas que se adaptam aos dois tipos de horário: o da noite e o do dia.
O sono possui particularidades e causa impactos na saúde. A falta de sono, por exemplo, pode ser causada como fatores como a ansiedade. A pessoa ansiosa se sente angustiada, nervosa, preocupada, antecipa problemas (e possíveis soluções) e acaba não conseguindo relaxar para dormir. Quando, por fim, consegue adormecer, a qualidade do sono já não é a mesma. A quantidade de sono profundo é reduzida, e a pessoa acorda cansada, como se tivesse trabalhado a noite toda, ou seja, o sono não é reparador.
Também é importante lembrar a questão da hipersonia (tendência a maior intensidade de sono durante o dia, até pelo estado "elétrico" da pessoa de hábitos noturnos em seu horário habitual de vivências). Outro aspecto digno de nota é verificar bem a causa da possível insônia, a fim de que não sejam ministrados medicamentos sem maior necessidade, uma vez que estes trazem malefícios em longo prazo.



Fonte: Yahoo Mulher 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CPAP: um tratamento eficaz contra Apneia do Sono


O CPAP (sigla para Contiunous Positive Airway Pressure - Pressão Positiva Contínua Nasal) funciona normalmente como um tratamento ou terapia para pessoas que têm problemas respiratórios como a apneia do sono. Consiste em um equipamento (uma máscara portátil no nariz ou face) com um dispositivo pressórico, ou seja, uma turbina interna que trabalha com fluxo positivo e constante de ar para manter as vias aéreas desobstruídas com conforto e alívio de pressão durante a expiração. Utiliza o próprio ar ambiente e proporciona ao paciente uma respiração semelhante à natural.

Quanto maior o tempo de uso do CPAP, menores são os eventos de apnéia durante o sono e melhor para a saúde do indivíduo. Alguns modelos possuem recursos de cartão de memória para o acompanhamento a longo prazo do paciente.


Fonte: Lumiar Saúde

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eletroneuromiografia


Eletroneuromiografia (ENMG) é um exame complementar diagnóstico, que estuda o funcionamento dos nervos periféricos e dos músculos. Ele se divide em duas partes: o estudo da condução nervosa e o eletromiografia. O exame é uma extensão do exame clínico neurológico e fisiátrico.

O  O estudo da condução nervosa é a primeira etapa de eletroneuromiografia convencional. Consiste na aplicação de impulsos elétricos de baixa intensidade nos nervos periféricos com o objetivo de estimulá-los a produzir um potencial de ação que possa ser analisado pelo neurofisiologista clínico. A segunda etapa é representada pelo eletromiografia. Nessa fase, consiste na análise da atividade muscular em repouso e durante a contração.

As principais indicações para o exame são: 
* Doenças do Neurônio Motor (esclerose lateral amiotrófica, poliomielite, atrofia muscular progressiva, atrofia muscular espinhal, doença de Kennedy, Amiotrofia monomélica);

* Doenças das Raízes Espinhais (radiculopatias e polirradiculopatias);

* Doenças dos Plexos (plexopatia braquial e lombossacral, síndrome do desfiladeiro torácico neurogênica verdadeira);

* Doenças dos Nervos Periféricos (polineuropatias axonais e desmielinizantes, mononeuropatias – Sd. do túnel do carpo, paralisia facial periférica..., trauma de nervos periféricos, mononeuropatias múltiplas);

* Doenças da Transmissão Neuromuscular (Miastenia Gravis, Sd. de Lambert Eaton, botulismo, intoxicação por organofosforados);

* Doenças dos Músculos (miopatias, distrofias musculares e paralisias periódicas).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Polissonografia



A polissonografia é o exame complementar mais importante para o diagnóstico dos transtornos do sono. Ela consiste no registro de dados relacionados ao sono assistido (durante a noite inteira), com a avaliação de múltiplos parâmetros fisiológicos. Ela tem ainda papel fundamental no diagnóstico diferencial da sonolência excessiva diurna.  Entre os parâmetros inclui-se o registro de variáveis neurofisiológicas e de variáveis cardiorrespiratórias. Também podem ser registrados os roncos e as mudanças da posição corporal.

Os índices percentuais fisiológicos encontrados na Polissonografia normal de um adulto costumam ser: eficiência do sono maior que 85% e latência do sono menor que 30 minutos, entre outros números. No idoso, o exame é usado quando ocorre aumento de microdespertares e/ou redução progressiva do sono. O exame pode auxiliar ainda no diagnóstico diferencial da parassonias, nesse caso, com registro de mais canais e monitoramento por vídeo. O exame é muito útil para monitorização de transtornos de movimentos do sono, tais como bruxismo, movimentos periódicos de membros e etc. 

A polissonografia é indicada para pacientes que apresentam:

- Sonolência Diurna Excessiva;
- distúrbios respiratórios durante o sono como roncos, Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, etc;
- necessidade do uso do CPAP, aparelho que permite a normalização das apneias durante o período do sono do paciente;
- cirurgia otorrinolaringolica ou bucomaxilar;
- arritmias cardíacas que ocorrem durante o sono;
- distúrbios de comportamento que ocorrem durante o sono como sonambulismo, epilepsias, etc;
- Síndrome de Pernas Inquietas e Movimentos Periódicos dos Membros;
- insônias crônicas;


Fonte: Revista 50 FAQ – Distúrbios do Sono