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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Síndrome metabólica do sono

Problemas de sono se relacionam à síndrome metabólica e aos fatores genéticos

Perder uma noite de sono pode significar um dia seguinte mais cansativo. Se o problema é recorrente, então, a pessoa pode sofrer de uma série de problemas de saúde. O sono, para ser restaurador, deve passar pelas cinco fases, incluindo a fase REM (Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos). Pessoas que sofrem com distúrbios do sono acabam tendo o ciclo interrompido e, por isso, não têm um sono de qualidade.

Boa parte dos portadores de apneia, por exemplo, apresenta  fatores genéticos. De acordo com pesquisas, os fatores hereditários estão relacionados com 40% dos casos da doença. Como distúrbios associados ao problema existem as dimensões craniofaciais, a disposição do tecido adiposo e anormalidades do controle da via respiratória, entretanto, ainda não foram identificadas todas as bases genéticas relacionadas.

Síndrome metabólica

Outro fator relacionado à apneia é a síndrome metabólica, um conjunto de fatores que pode levar ao surgimento de diversas outras enfermidades. Existe uma forte associação entre a doença, a obesidade, pós-menopausa, hipertensão e diabetes. Tanto na síndrome metabólica quanto na apneia, existe um círculo vicioso de aumento de peso, ronco, interrupção da respiração, sonolência diurna, aumento de peso e agravamento dos transtornos da respiração. Dessa maneira, percebe-se que os problemas anatômicos não são a causa principal da apneia em adultos.

Sonolência diurna, cansaço excessivo, estresse, ansiedade, dor de cabeça e irritabilidade são alguns dos sintomas que podem indicar a presença do distúrbio. Quando existe a suspeita são realizados diversos exames, como a polissonografia, indicados para casos específicos. Depois de investigado o problema, o tratamento pode ser pelo uso do aparelho intraoral, ou por cirurgia, indicada em alguns casos mais graves.

Por: Roberta Braga

Fonte: Revista Corpore 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Nova arma conta os distúrbios do sono

União à medicina com a fonoaudiologia permite melhorias no tratamento da apneia

A fonoaudiologia, tradicionalmente conhecida por estudar, tratar e reabilitar distúrbios de voz é a grande novidade no tratamento dos distúrbios do sono. Como um dos objetivos da técnica é fortalecer a musculatura da orofaringe, ela trabalha de forma a complementar os tratamentos tradicionais de quem tem problemas para dormir, principalmente quem sofre da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. Estima-se que a doença atinja quase 40% da população (dados do Instituto do Sono da Unifesp). 

A apneia do sono é provocada pela obstrução ou estreitamento das vias respiratórias. Isso pode ser causado pelo relaxamento da musculatura das vias aéreas superiores. A terapia atua no fortalecimento dessa musculatura e adequa a respiração nasal diafragmática. 
Depois de feitos os exames para identificar o distúrbio do sono, como a polissonografia, é hora de iniciar o tratamento, e nesse momento a fonoaudiologia pode ser de grande ajuda, tanto porque fortalece os músculos da região quanto por ensinar o paciente a respirar melhor.

A terapia é complementar ao tratamento propriamente dito para a apneia. O tempo que a pessoa irá se submeter à fonoaudiologia depende de cada caso, tendo uma duração média de três meses. Os exercícios devem ser feitos diariamente por, no mínimo, 15 minutos, para manter o tônus muscular. Entretanto, no geral, após o primeiro mês já é possível perceber os resultados.

Apesar do tratamento fonoaudiológico ainda ser novo e pouco conhecido, os resultados são bem animadores. Na maioria dos casos ocorre uma diminuição dos índices da apneia, melhora do ronco, diminui a sonolência diurna e faz com que a pessoa durma melhor. Fique alerta  para os principais sintomas e procure sempre um especialista.

Por: Roberta Braga

Fonte: Revista Corpore 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Não adie o seu sono

Permanecer acordado e abrir mão do sono são algumas coisas que quase todo mundo pratica quando precisa trabalhar mais, estudar ou, ainda, se divertir ou curtir um programinha, mas poucos sabem do alto preço que o corpo paga por isso.



Os que já passaram por isso sabem o pesadelo que é o dia seguinte após uma noite mal dormida. A inevitável sonolência, o mau humor, a irritabilidade, a desmotivação e a dificuldade em completar suas tarefas afetam o desempenho no trabalho e deixam o indivíduo ainda mais estressado. É preciso ter consciência de que o sono interrompido pode ter consequências mais graves do que se imagina. Aos poucos, ele acaba com a sua saúde, disposição e até com a sua carreira. E o pior: pouquíssimas pessoas sabem que esse é um problema tratável.

Segundo pesquisas, a qualidade do sono começa a ser afetada entre os 25 e 45 anos. Com o avanço do tempo, as pessoas despertam cada vez mais cedo, dormem menos e acordam mais durante a noite. Todos esses fatores afetam o sono e a qualidade do descanso, assim como a reparação do organismo. Mas há aqueles que dormem a noite toda e, mesmo assim, se sentem cansados na manhã seguinte. A realidade é que essas pessoas podem sofrer distúrbios do sono muito comuns. Um estudo realizado em 2007, em São Paulo, revelou que 32,9% da população apresenta apneia, o mais grave dos distúrbios que causa a pausa da respiração por mais de dez segundos enquanto está dormindo. Doenças como a obesidade, a diabetes e a depressão estão associadas a esse distúrbio, inclusive a baixa libido e as disfunções sexuais. 

Durante o sono, muitas pessoas não sentem nenhum incômodo aparente. O problema em geral aparece durante o dia, pois é nesse período que se sente os resultados de uma noite mal dormida, como a sonolência e, principalmente, a falta de memória, que  atrapalha muito o desempenho no trabalho.

A recomendação inicial é procurar um médico especialista se houver qualquer desconfiança de um distúrbio do sono. Eles possuem tratamentos e os resultados são positivos. Além de acabarem com o sofrimento, os tratamentos também melhoram a qualidade de vida. Fique atento aos sintomas.

Por: Thássia Pires

Fonte: Revista Corpore 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ronco durante a gravidez pode estar associado a complicações no parto

Segundo estudo, mulheres que roncam na gestação têm mais chances de dar à luz bebês de baixo peso em partos por cesariana


Roncar à noite é o principal sintoma da apneia do sono, distúrbio no qual a respiração é bloqueada enquanto a pessoa dorme. O problema é geralmente associado a doenças como obesidade e diabetes, mas pode significar perigo também para grávidas e seus bebês. Uma pesquisa publicada no periódico Sleep revelou que o distúrbio está relacionado a um aumento da chance de partos por cesariana e do nascimento de bebês menores que o normal.

Mulheres que roncavam três ou mais noites por semana antes de engravidar e continuaram durante a gestação apresentaram cerca de 60% mais riscos de dar à luz bebês com tamanhos menores do que a média para recém-nascidos. Além disso, a chance de ter um parto por cesariana foi dobrado nessas mulheres — outro problema, já que, segundo os pesquisadores, a indicação para as cesáreas foi dada por uma série de distúrbios, como anomalias fetais e pré-eclâmpsia. Entre as mães que começaram a roncar na gravidez, existiu apenas o aumento das probabilidades de cesárea – os bebês nasceram com o peso normal. 

Identificar os fatores de risco para a gravidez e buscar tratamentos não só melhoram a saúde das mães e seus bebês, como contribuem para diminuir os gastos com partos por cesariana. Se você está grávida, ou pretende engravidar, entre em contato com seu médico para não ter problemas durante essa fase importante na vida das mulheres.

Fonte: Revista Veja

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quando o sono não chega

Imaginar que em uma simples caixinha com uma tarja preta possa estar a solução do seu problema é uma tentação perigosa para quem sofre de insônia

É hora de dormir, mas o sono não vem. Você se revira na cama e nada. Levanta, toma um copo de leite para ver se ajuda e, mais uma vez, em vão. Se for apenas por uma noite, tudo bem, você não se preocupa e recupera o sono no dia seguinte. Agora imagina passar por essa situação constantemente? Pois é, quem sofre de insônia sabe muito bem o que é isso. E é aí que mora o problema. A busca incessante por uma boa noite de sono leva muitas pessoas a automedicação. 

No entanto, o uso indiscriminado de remédios para dormir é um recurso perigoso que pode trazer sérias consequências. Todas essas medicações precisam de acompanhamento clínico periódico para examinar a evolução do tratamento, comportamento dos sintomas e níveis de tolerância e dependência. 

Um estudo do departamento de farmacologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), constatou que, em 2004, 61% das pessoas que compraram benzodiazepínicos - grupo de fármacos ansiolíticos utilizados como sedativos, hipnóticos e relaxantes musculares -, em farmácias de Curitiba, tomavam o medicamento há mais de um ano. O uso contínuo dificulta a interrupção. Na pesquisa, 94% dos pacientes não foram bem sucedidos ao tentar interromper o tratamento.

O diagnóstico

Os diversos tipos de medicamentos usados para dormir nunca estiveram tão populares. Além disso, existem catalogados pela literatura médica 84 distúrbios do sono de diferentes origens. Para detectar muitos desses distúrbios, é preciso realizar exames específicos.
Não há contraindicações para fazer a polissonografia, principal exame, não há limite de idade e qualquer um que sofra de algum distúrbio do sono pode fazer tranquilamente. Com base no resultado é que será definido o tratamento ideal para cada paciente. Em algumas ocasiões estes remédios são contraindicados.


Cautela 

O maior risco dos remédios para dormir é a dependência. Com o uso frequente, o organismo desenvolve uma tolerância ao princípio ativo, fazendo com que uma dose maior do medicamento seja necessária para que o mesmo faça efeito. No entanto, se eles forem prescritos com responsabilidade por profissionais e utilizados em tratamentos, são armas importantíssimas para tratar de distúrbios específicos. Outros efeitos colaterais observados são alterações na memória, sonolência diurna, dor de cabeça, náuseas, tontura e disfunção sexual. Por isso, a dica é não se automedicar e investigar a causa real da insônia.


Fonte: Revista Corpore  

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O ronco em crianças

Cerca de 12% das crianças roncam habitualmente enquanto dormem. Esse barulho grave que ocorre a cada respiração enquanto dormimos, geralmente incomoda o companheiro de quarto. No entanto, se ele estiver associado às apneias, pode levar a problemas de saúde. O ronco noturno não é importante quando a criança está resfriada ou com sintomas de rinite, mas se ele existe quando a criança ronca mais do que três noites por semana, respira de boca aberta e tem paradas da respiração durante o sono, é necessário uma avaliação mais funda. Nesta eventualidade, a criança pode apresentar um problema de saúde chamado de apneia obstrutiva do sono.
Crianças com garganta estreita e/ou músculos flácidos apresentam um fechamento da garganta durante o sono, levando ao ronco e à apneia. Com isso, o ar não chega aos pulmões, baixando o oxigênio e elevando o gás carbônico do sangue. Esses engasgos noturnos provocam despertares frequentes, alterando a qualidade do sono. Não é surpresa observar que essas crianças apresentam déficit do crescimento, problemas de comportamento, mau aproveitamento escolar e hipertensão arterial.
Reconhecer essas doenças é mais complicado, pois o ronco e os engasgos noturnos ocorrem enquanto os pais estão dormindo. Crianças com amígdalas grandes ou obesas frequentemente roncam, por isso é importante ter um alto grau de suspeita quanto aos sintomas. O diagnóstico é feito através de avaliação clínica com especialista e um estudo do sono com a polissonografia. Felizmente, o tratamento nos pequenos  é mais simples do que em adultos, pois a maioria deles se beneficia da cirurgia para remoção das amígdalas e da adenóide.

Fonte: Blog Einstein 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os segredos do sono

É do latim a expressão ciclo circadiano (circa + diem = cerca de um dia), que significa - em conceito informal - o mesmo que relógio biológico. Na verdade, o ciclo circadiano de uma pessoa é uma espécie de ritmo regulador do corpo. Mas seu aspecto mais conhecido é o que se refere ao estado de vigília e sono, no ciclo das convencionais 24 horas diárias que movem a rotina das populações do mundo.

Provém do ritmo biológico - ditado pela própria natureza individual - a classificação que se costuma fazer entre pessoas matutinas ou vespertinas (ou noturnas). É possível considerar que talvez residam aí os segredos do estado de sono ou vigília de uma pessoa, a partir de seus instintos naturais para apreciar melhor o dia ou a noite.


Você é matutino ou vespertino?
Os matutinos são aqueles indivíduos que acordam cedo e, pela própria ordem biológica, se sentem animados com a alvorada.  Aqueles que sem despertador, acordam todos os dias às cinco da matina e conseguem realizar um ciclo extenso de atividades rotineiras.
Já os vespertinos - ou noturnos - se mantêm ultraligados noite adentro. São as chamadas "corujas genéticas", pessoas capazes de trocar o dia pela noite, como é comum a escritores, por exemplo, muitos dos quais trabalham a noite inteira, em vigília produtiva permanente. Essas pessoas exercem uma rotina típica com o horário de sono entre quatro e onze horas da manha. Especialistas afirmam que o ritmo de uma pessoa assim deve ser respeitado gerando satisfação natural e ampla produtividade no cumprimento das funções rotineiras.
Como identificar os diferentes grupos
A avaliação desses "portadores de diferentes relógios biológicos" é feita por um questionário que data de 1976, elaborado pelos pesquisadores alemães J. A. Home e O. Otsberg. Os resultados podem demonstrar variações também, já que em cada esfera podem se apresentar exemplos de indivíduos extremos ou moderados, entre os quais aqueles que resistem a longas horas sem dormir.
Também é importante destacar que existem, além dos vespertinos e matutinos, os intermediários - daquela classe de pessoas que se adaptam aos dois tipos de horário: o da noite e o do dia.
O sono possui particularidades e causa impactos na saúde. A falta de sono, por exemplo, pode ser causada como fatores como a ansiedade. A pessoa ansiosa se sente angustiada, nervosa, preocupada, antecipa problemas (e possíveis soluções) e acaba não conseguindo relaxar para dormir. Quando, por fim, consegue adormecer, a qualidade do sono já não é a mesma. A quantidade de sono profundo é reduzida, e a pessoa acorda cansada, como se tivesse trabalhado a noite toda, ou seja, o sono não é reparador.
Também é importante lembrar a questão da hipersonia (tendência a maior intensidade de sono durante o dia, até pelo estado "elétrico" da pessoa de hábitos noturnos em seu horário habitual de vivências). Outro aspecto digno de nota é verificar bem a causa da possível insônia, a fim de que não sejam ministrados medicamentos sem maior necessidade, uma vez que estes trazem malefícios em longo prazo.



Fonte: Yahoo Mulher 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Quando o ronco é um problema?

Muitas mulheres sabem a felicidade que é quando conseguem dormir antes dos parceiros. Isso porque não serão incomodadas por aquele barulho do ronco. Mas será que somente o sexo feminino sofre com essa sinfonia noturna? É claro que não. Mulheres também roncam. Esse barulho não é normal e é sinal de que alguma coisa não está indo bem, mas há solução.
Provocado por estreitamento ou obstrução nas vias respiratórias superiores durante o sono, o ruído é emitido pelas pessoas que sofrem da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, o que faz com que o portador do ronco tenha paradas respiratórias durante o sono. E é o ar que produz uma forte vibração no palato e na faringe, provocando o som.
Até certo ponto, é normal algum barulho enquanto dormimos. Mas devemos ficar atentos quando esse ruído começar a ficar muito forte e desagradável para as outras pessoas. Tem casos de roncos tão altos que chegam a 80 decibéis, ou seja, um barulho correspondente ao escapamento aberto de uma motocicleta.


Causas
 Flacidez nos músculos da boca e da garganta;
Amígdalas e adenoides hipertrofiadas;
Desvio do septo; Pólipos no nariz;
* Palato em forma de ogiva;
Rinite, sinusite e obstruções nasais;
Palato mole e úvula aumentados;
Queixo retraído ( retrognatia);
Envelhecimento.
Fatores de risco
Funcionam como fatores de risco ou agravantes do problema:
Pescoço mais grosso e mais curto;
Obesidade;
Ingestão de bebidas alcoólicas;
Uso de remédios para dormir ou de calmantes;
Dormir em decúbito dorsal;
Excessos alimentares antes de dormir;
Refluxo gastroesofágico;
Tabagismo.
Tratamento
Nos quadros mais leves de ronco e apneia, controlar os fatores de risco e a posição de dormir pode ser uma forma eficaz de tratamento. Para obrigar-se a dormir de lado, uma boa estratégia é costurar um bolso nas costas de uma camiseta e colocar dentro dele uma bolinha de tênis. 
Pode também ser útil usar, à noite, um retrator de língua, ou seja, uma prótese intraoral móvel, que ajude a manter a boca fechada e a projetar a língua um pouco para a frente. Para os casos graves, a melhor indicação é o CPAP nasal. Além de melhorar as crises de ronco, o uso do CPAP afasta o risco de problemas cardiovasculares e de hipertensão. A indicação de cirurgia no tratamento do ronco e da apneia do sono tem de ser muito bem avaliada.
Recomendações
Roncar não é sinal de sono reparador. Se as pessoas próximas se queixam de que você ronca, leve-as a sério e procure assistência médica especializada;
Fique atento: os roncadores podem ser tomados por crises de sono incontroláveis durante o dia, o que certamente irá prejudicar seu desempenho no trabalho e torná-lo mais vulnerável a acidentes;
Evite ingerir álcool e dê preferência a alimentos mais leves, especialmente antes de dormir;
Recorra a artifícios que possam ajudá-lo a dormir de lado e não de barriga para cima;
Mantenha seu peso em níveis ideais;
Pratique exercícios físicos;
Não fume.
Para quem sofre de apneia, a dica é: tente mudar as posições na hora de dormir e procure rápido um otorrino. Não só pelo incômodo causado aos outros, mas também pelo seu próprio bem-estar! Afinal, parada respiratória é coisa séria!

Fonte: Saúde Click 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Qual a relação do sono com a ereção peniana e como isso ajuda o diagnóstico da impotência?

Por um longo tempo os homens acreditavam que seus problemas sexuais eram parte normal e esperada de seu processo de envelhecimento. Vergonha, tabu, desinteresse ou mesmo preguiça, impediam os homens de procurar ajuda médica. Felizmente, a medicina moderna e mudanças progressivas de atitude mudaram definitivamente esse mito.

As ereções ocorrem durante o sono REM. O estudo das ereções relacionadas ao sono REM requer polissonografia com o uso de sensores localizados no pênis. As principais medidas de ereção relacionada ao sono são a freqüência, magnetude e duração. A polissonografia com registro de ereção peniana é o meio diagnóstico diferencial da disfunção erétil. 


Os homens modernos e seus médicos passam, a cada dia, a se sentir mais confortáveis para conversarem sobre seus problemas sexuais e sobre os inúmeros tratamentos para manter a vida sexual dos pacientes ativa e com qualidade, até muito além dos setenta ou oitenta anos de idade.
Diversas doenças do sono que acometem o homem moderno, compatíveis com nosso atual estilo de vida, podem ter como repercussão problemas sexuais, que felizmente podem ser contornados. A disfunção erétil ou impotência é a incapacidade persistente de obter e manter uma ereção suficiente para uma função sexual satisfatória e seu diagnóstico depende da relação estabelecida entre o médico e o paciente para melhora da saúde sexual.

Fonte: 50 Faq – Distúrbios do Sono e Boston Medical Group

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Qual a melhor posição para dormir?

Dormir uma boa noite de sono é essencial para recuperar energias, permitir a secreção de hormônios como a melatonina (produzido no cérebro com a chegada da noite) além de relaxar as estruturas musculoesqueléticas, tão solicitadas durante o dia. Da mesma forma, dormir mal se reflete em cansaço, mau humor, dores de cabeça, dificuldade de concentração e outros sintomas desgastantes no dia seguinte.
A postura clássica, recomendada por especialistas é a lateralizada, esquerda ou direita, uma vez que por ser semelhante à postura fisiológica humana, permite um perfeito alinhamento da coluna e evita rotações, trações e hiperextensões que sobrecarregam determinadas estruturas dos ossos do corpo em detrimento de outras.
Com relação à escolha do travesseiro, o ideal é que ele mantenha a coluna cervical em uma posição neutra, não seja muito alto ou muito baixo e se acomode entre o ombro e a cabeça. Neste aspecto vale lembrar o posicionamento dos braços, os quais devem estar à frente do corpo ou apoiados sob o travesseiro formando um ângulo de no máximo 90º. Isso por que a partir desta angulação ocorre fisiologicamente uma diminuição do suprimento sanguíneo para as estruturas do complexo do ombro o que dificulta a elevação dos braços por períodos prolongados em tarefas que exijam tal amplitude de movimento.
Mas e se você não se enquadra nesta opção, o que fazer?
A postura em decúbito ventral ou "dormir de barriga para baixo" provoca inevitavelmente uma rotação na coluna cervical na tentativa de acomodação da cabeça em um dos lados do travesseiro, podendo com isso provocar dores na coluna cervical, especialmente se o travesseiro estiver colocado na cabeça somente, sem que haja um apoio na região superior do tórax.
Uma forma de se conseguir uma boa adequação nesta postura é colocar vários travesseiros ao longo de um dos lados do corpo para que ele fique ligeiramente inclinado, minimizando a tensão sobre a coluna cervical.
Já o decúbito dorsal ou "o deitar de barriga para cima" com as pernas estendidas é uma opção que pode sobrecarregar a coluna lombar em função da solicitação dos músculos que atuam nas ultimas vértebras tracionando-as, aumentando a lordose lombar e predispondo a dores na região. O uso de um travesseiro baixo colocado na região lombar, uma leve flexão dos joelhos (de modo a eliminar a ação muscular sobre quadril) e um apoio adequado da cabeça, com um travesseiro que ampare a região cervical, podem aumentar o conforto nesta posição.
Um colchão firme e macio também se faz importante para que aconteça uma boa noite de sono. Uma boa dica e que pode facilitar a sua escolha está nas tabelas para orientar a densidade e resistência do produto de acordo com o peso, que algumas lojas dispõem. No caso de aquisição de colchão para casal, o certo é comprar no nível compatível com a pessoa mais pesada.

Por: Prof.ª Fernanda Cerveira Fronza

Fonte: Bem Paraná

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Como um dentista pode ajudar no controle do ronco?

O Ronco é um problema social que atinge cerca de quase um terço das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge ou com os amigos e, geralmente, tornando a pessoa que ronca alvo de brincadeiras. O barulho é causado pela vibração dos tecidos da garganta, em função da turbulência do ar à medida que as vias aéreas se estreitam. Caso ocorra obstrução, causa apneia, que é a parada repetida e temporária da respiração durante o sono.

A obesidade, a respiração bucal e o uso de cigarro e álcool agravam de modo significativo o ronco. Quando em níveis mais elevados, interfere no agravamento de doenças que podem causar a morte do paciente, como a hipertensão, infarto do miocárdio e AVC.
Existem alguns tratamentos, como cirurgia e uso de aparelho de pressão positiva (CPAP), ambos indicados por médicos. Mas os dentistas também podem ajudar no controle do ronco com aparelhos orais - placas presas aos dentes que se articulam entre si avançando a mandíbula e com isso afastam os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apneia do sono. De fácil adaptação, são indicados nos casos de ronco primário (sem apneia) e nas apneias obstrutivas leves. Tem sido a alternativa mais conservadora no tratamento do ronco.
Em primeiro lugar é necessário fazer uma avaliação com um especialista. O dentista ou o médico verificam as condições para a implantação do aparelho e se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exames médicos complementares. Também é avaliada a condição dentária, verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho.


Fonte: Yahoo Mulher  

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Apneia do Sono pode levar à pressão alta e outros problemas respiratórios

A apneia do sono, doença que ataca à noite e muitas vezes a pessoa nem sabe que tem, pode comprometer o sistema circulatório. Apesar de ter alguns sintomas, como o ronco, por exemplo, ela é considerada uma doença silenciosa. A falta de respiração ocorre quando o indivíduo dorme e a passagem do ar é dificultada.

A falta do oxigênio faz a pessoa acordar diversas vezes durante a noite. Em determinados momentos o paciente literalmente para de respirar. É durante esse processo que a pressão arterial pode subir fazendo o coração disparar. Esse é o grande risco oferecido pela doença, a pessoa fica com arritmia cardíaca, o que causa risco de falha para o músculo.  Além disso, a constante falta de oxigenação faz aumentar a pressão sanguínea, e com isso crescem os riscos de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

O ronco é o principal sinal da apneia, mas nem todo mundo que ronca tem a doença. Outros sinais são o cansaço e sonolência durante o dia, a falta de energia, baixa concentração, perda da memória, pressão alta, dores na cabeça durante a manha, irritação e até impotência sexual. O principal fator de risco é a obesidade, mas é cada vez mais comum encontrar o problema em quem não é obeso. Mulheres depois da menopausa e crianças com amígdalas e/ou adenóide aumentada também podem sofrer com a doença.

O Tratamento
Para detectar a apneia existe o exame de polissonografia. Para melhorar a respiração durante o sono existe um aparelho chamado CPAP, (uma máscara que o paciente usa para dormir que puxa o ar de fora e o lança para dentro das vias respiratórias). Mas contudo, o melhor remédio ainda é a prevenção. Esteja sempre em dia com a saúde do seu sono para evitar outros problemas mais graves.


Fonte: Bem-estar 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quais os efeitos da restrição das horas de sono no metabolismo?



Os níveis sanguíneos de diversos hormônios apresentam ciclos circadianos. A privação de sono pode afetar diversos hormônios, levando a alterações metabólicas. O hormônio de crescimento, por exemplo, é liberado principalmente durante o sono de ondas lentas. Por esse motivo, a restrição de horas de sono pode afetar o crescimento em crianças e a massa muscular em adultos. Muitos estudos mostram que a redução de horas de sono está associada à resistência à leptina, o que favore a obesidade. Essa restrição também leva a um aumento de catecolaminas, (composto químico que circula no sangue ligadas as proteínas), aumento da glicemia, resistência à insulina, redução dos níveis de hormônios tirodianos, entre outras alterações. Recentes pesquisas mostram que a privação de sono pode ser um fator que contribui ao aparecimento de diversas doenças e síndromes metabólicas.
Fonte: Revista 50 Faq Distúrbios do Sono

terça-feira, 25 de junho de 2013

Principais objetivos dos tratamentos não medicamentosos contra os distúrbios do sono

Os objetivos dos tratamentos não farmacológicos da insônia e diversos outros distúrbios do sono são principalmente modificar os hábitos inadequados com relação ao sono, reduzir os despertares autonômico e cognitivo, alterar crenças e atitudes sobre o sono. Os médicos devem ainda educar os pacientes sobre práticas saudáveis para um sono de qualidade. 
Veja a seguir algumas instruções de terapias cognitivas recomendadas.
- Instruções de higiene do sono – Objetivo: incorporar hábitos adequados à promoção do sono.
- Instruções de controle de estímulos – Objetivo: eliminar ou substituir comportamentos que possam prejudicar o sono.
- Restrição do sono – Objetivo: encurtar o tempo na cama ao tempo total de sono que o paciente estima ter efetivamente por noite.
- Terapia cognitiva – Objetivo: “distrair” e desviar a atenção do paciente para o que lhe impede de dormir. O trabalho é feito no sentido de fazer o paciente lidar com o problema, de modo que ele não lhe pareça uma catástrofe, substituindo conceitos e hábitos disfuncionais por outros mais apropriados.
- Relaxamento e relaxamento monitorizado – Objetivo: obter o relaxamento condicionado e assim uma redução do tônus simpático. Esse treinamento pode requerer várias sessões, e é preciso ter em vista que é mais fácil relaxar fisicamente do que mentalmente. Desse modo, aconselha-se a associação com técnicas para lidar com pensamentos intrusivos, ou seja, a atividade mental intensa durante a noite.

Fonte: Revista 50 Faq Distúrbios do Sono

Falta de sono prejudica o trabalho e pode causar acidentes

Alterações no padrão de sono podem afetar qualquer profissão

Sabemos que dormir é fundamental e dormir bem é mais importante do que dormir muito. A quantidade de horas de sono é um fator muito importante, pois depende de uma variação bastante individual. A qualidade do descanso noturno interfere diretamente nas atividades que serão realizadas no dia seguinte, por exemplo, no seu ambiente de trabalho.

Acordar com a sensação de que o corpo está descansado é um sinal positivo de que o seu sono foi restaurador. O humor também é um alerta importante. Se alguém der bom dia e você pensar: “bom dia só se for para você”, talvez aquelas horinhas de sono não tenham sido suficientes para reparar as energias que foram gastas ao longo do dia anterior.

A sociedade nos impõe uma restrição crônica onde diariamente somos privados de dormir a quantidade de horas ideal para o nosso organismo se sentir descansado.  Nos Estados Unidos há um termo bastante utilizado para comprovar esse acontecimento, mostrando que cada vez mais, estamos dormindo menos. É o chamado “24 por 7”, ou seja, 24 horas funcionando, sem parar, nos 7 dias da semana. E nós somos os grandes culpados dessa privação, pois cada vez mais encaixamos tarefas no nosso dia-a-dia. Que horas eu vou ao supermercado depois de trabalhar 12, 14, 20 horas por dia? De madrugada, afinal funciona 24h. E quem paga por isso é o nosso próprio sono.

O resultado dessa constante privação pode ser vista na produtividade, no desempenho e no déficit na capacidade de aprendizado. Alterações no padrão de sono podem afetar qualquer profissão, mas vale lembrar que no caso de algumas que trabalham com a saúde e a segurança, o cansaço provocado pela falta de sono pode provocar consequências bem mais sérias.

Em 2009, um avião caiu em área residencial nos Estados Unidos, matando 50 pessoas. A investigação apontou que a provável causa do desastre foi a fadiga dos pilotos, pois os registros mostraram que eles haviam trabalhado por muitas horas, sem interrupções. Casos mais antigos e bastante conhecidos como Chernobyl, a explosão do reator nuclear que ocorreu em 26 de abril de 1986, ocasionou 2.500 mortes. O desastre foi provocado por erros humanos que ocorreram na madrugada e é considerado um acidente relacionado à fadiga dos trabalhadores. O mais grave de todo esse contexto, segundo dois importantes pesquisadores dessa área, Shantha Rajaratnam e Josephine Arendt, é que a sonolência, em comparação com o uso de álcool e outras drogas, é considerada a maior causa identificável e EVITÁVEL de acidentes de trabalho. Por isso o importante não é a quantidade de horas de sono que você tem, mas a qualidade do mesmo.


Fonte: Veja Viver Bem / Mídia News 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tratamentos com Toxina Botulínica


Há muito tempo a toxina botulínica, produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, vem sendo usada para fins estéticos, mas não é só para isso que ela serve. Aprovada pela Anvisa em 1992 e regulamentada pela lei 9656/98, o uso da toxina revelou-se uma alternativa segura e efetiva para os tratamentos terapêuticos, se indicado corretamente e realizado por um médico com treinamento adequado. A toxina provoca o relaxamento muscular e bloqueia de forma transitória a transmissão neuromuscular. Dependendo da patologia e principalmente da sequela motora, o tratamento pode ser repetido a critério do médico, respeitando o intervalo mínimo de três meses, no sentido de evitar a formação de anticorpos. O tratamento terapêutico possibilita ainda às pessoas, novas experiências de movimentos para uma reeducação mais próxima da funcionalidade. Veja a seguir as principais vantagens, indicações e contraindicações:


Vantagens
Fácil de administrar
Boa difusão intramuscular
Reduz o uso de medicamentos antiespásticos
Melhora as atividades funcionais dos pacientes                 
Pode ser administrada sem anestesia
Não apresenta complicações significativas
Pode retardar ou evitar procedimentos cirúrgicos


Indicações:
A indicação depende da necessidade funcional e da possibilidade real de ganhos para o paciente. Ela pode ser usada como modalidade terapêutica isolada ou associada a outros tratamentos.
A ANVISA, (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), aprova o uso da toxina botulínica como tratamento médico reabilitador que pode ser usada:

- em dor de cabeça crônica (o efeito não é imediato, mas reduz a intensidade das dores gradativamente após alguns dias do tratamento);
- na contração involuntária da musculatura (o produto ajuda em diversas regiões como a face, pescoço ou coluna cervical);
- no controle da hiperidrose (transpiração excessiva de algumas partes do corpo como palmas das mãos, pés e axilas);
- no aumento do tônus muscular (problema que ocorre quando há espasticidade muscular e que compromete a realização de tarefas diárias);
- em pacientes vítimas de AVC (melhora da dor e espasticidade);
- em pacientes vítimas de TRM (traumatismo raquimedular- lesões medulares)
- em sequelas motoras com predomínio de espasticidade em portadores de paralisia cerebral;
- sialorréia (excesso de salivação) e alguns distúrbios da movimentação ligados à doença de Parkinson;
- bruxismo (é feita a contração excessiva que provoca o fechamento da mandíbula e das arcadas dentárias);
- em distonias cervicais associadas à dor, oro mandibulares, e hemifaciais;
- câimbra do escrivão.


Contraindicações
Gestantes ou mulheres durante o aleitamento materno;
Alergia conhecida ao medicamento;
Miastenias graves (doença neuromuscular que causa fraqueza);
Coagulopatias associados (doenças hemorrágicas);
Infecções no local da aplicação.


Fonte: Laboratório Allergan