quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Principais alterações no sono em um paciente com depressão


As alterações no sono secundárias ou associadas à depressão podem variar em função: da idade, da gravidade e duração do quadro clínico, da fase do tratamento e etc. Elas não costumam ser específicas e podem ter uma sensibilidade estimada em 70% para o reconhecimento da depressão. Entretanto, quando as alterações na polissonografia ocorrem, diferenciam claramente pessoas normais daquelas com depressão, mas podem ser similares aos achados em outros transtornos psiquiátricos. 

Alguns autores sugerem que tais alterações sejam consideradas marcadores de estado ou de traço. Outros argumentam que as alterações do sono REM podem ser marcadores de vulnerabilidade e de resposta ao tratamento. Depressão pode levar à insônia ou, menos freqüente, à sonolência excessiva diurna. Na polissonografia, observa-se uma latência encurtada para o sono REM, com maior concentração de tal estado na primeira metade da noite e deslocamento consequente do sono de ondas lentas para a segunda metade da noite, situação inversa àquela fisiológica. Além disso, a eficiência do sonho pode estar reduzida por despertares durante a noite, e ainda despertares precoces pela manhã.


Fonte: Revista 50 FAQ –Distúrbios do Sono

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