segunda-feira, 29 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Quais os efeitos da restrição das horas de sono no metabolismo?
Os níveis sanguíneos
de diversos hormônios apresentam ciclos circadianos. A privação de sono pode
afetar diversos hormônios, levando a alterações metabólicas. O hormônio de
crescimento, por exemplo, é liberado principalmente durante o sono de ondas
lentas. Por esse motivo, a restrição de horas de sono pode afetar o crescimento
em crianças e a massa muscular em adultos. Muitos estudos mostram que a redução
de horas de sono está associada à resistência à leptina, o que favore a
obesidade. Essa restrição também leva a um aumento de catecolaminas, (composto
químico que circula no sangue ligadas as proteínas), aumento da glicemia,
resistência à insulina, redução dos níveis de hormônios tirodianos, entre
outras alterações. Recentes pesquisas mostram que a privação de sono pode ser
um fator que contribui ao aparecimento de diversas doenças e síndromes
metabólicas.
Fonte: Revista 50 Faq
Distúrbios do Sono
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Os transtornos do sono mais comuns em crianças
Movimentos anormais
durante a noite de sono são muito frequentes na infância, em particular o
sonambulismo, que ocorre em até 40% das crianças. O terror noturno e o
despertar confusional também podem ocorrer eventualmente. Caso o distúrbio seja
muito comum, pode requerer uma atenção médica especial. Em geral, os distúrbios
ocorrem durante o sono de ondas lentas e se caracterizam como despertar
parcial, o que leva ao comportamento “diferente” das crianças durante o sono. A
insônia, nessa fase da vida não é tão frequente quanto nos adultos e,
geralmente, tem causas comportamentais, mas pode também ser secundária a
transtornos neurológicos, psiquiátricos e clínicos.
Os roncos já não são
normais na infância e devem ser investigados. Podem ou não estar associados à
Apneia Obstrutiva do Sono, que na maioria das crianças está associada ao
aumento de tecido nas vias aéreas superiores, tonsilas e adenóides, que em
geral podem ser corrigidos cirurgicamente sem grandes complicações. Doenças
respiratórias ou neuromusculares podem também levar a distúrbios respiratórios
do sono na infância.
Por fim, outra doença
que pode causar problemas mais sérios nos pequenos é a epilepsia. As crises
noturnas da doença complicam a tranquilidade noturna e muitas vezes o
diagnóstico está diretamente ligado ao sono e às parassonias. Ao notar qualquer
alteração no sono dos seus filhos, busque ajuda. Quanto mais precoce o
diagnóstico, mais fácil e eficaz se torna o tratamento.
Fonte: Revista 50 Faq
Distúrbios do Sono
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Síndrome do Aumento da resistência das Vias Aéreas Superiores
A Síndrome da
Resistência das Vias Aéreas Superiores (SRVAS) foi inicialmente reconhecida em
crianças em 1982 e oficialmente descrita em adultos em 1993. A doença foi
observada em um pequeno número de pacientes com sonolência diurna e
fragmentação do sono, que não apresentavam as características significativas da
Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS). Estes pacientes não
apresentavam essas doenças e o nível da oxi-hemoglobina permanecia normal
durante o sono. Os episódios de despertares eram precedidos por sinais de
aumento de esforço respiratório, detectado por meio do uso de balão esofágico
ou da medida indireta da pressão intratorácica. Um período de quatro semanas de
tratamento com CPAP nasal (pressão positiva nas vias superiores) levou à
normalização do sono e do esforço respiratório. Muitos destes pacientes eram
inicialmente classificados como tendo hipersonia, (um distúrbio que a principal
característica é o excesso de sonolência durante o dia), pois não havia causa
identificável para as queixas clínicas. Hoje, os distúrbios respiratórios do
sono abrangem desde ronco e SRVAS até Apneia Obstrutiva do Sono grave e a
hiperventilção durante o sono. Se você desconfia de algum sintoma, procure
rapidamente um médico especialista.
Fonte: Revista 50 Faq
Distúrbios do Sono
terça-feira, 25 de junho de 2013
Principais objetivos dos tratamentos não medicamentosos contra os distúrbios do sono
Os objetivos dos
tratamentos não farmacológicos da insônia e diversos outros distúrbios do sono
são principalmente modificar os hábitos inadequados com relação ao sono,
reduzir os despertares autonômico e cognitivo, alterar crenças e atitudes sobre
o sono. Os médicos devem ainda educar os pacientes sobre práticas saudáveis
para um sono de qualidade.
Veja a seguir algumas
instruções de terapias cognitivas recomendadas.
- Instruções de
controle de estímulos – Objetivo: eliminar ou substituir comportamentos que
possam prejudicar o sono.
- Restrição do sono –
Objetivo: encurtar o tempo na cama ao tempo total de sono que o paciente estima
ter efetivamente por noite.
- Terapia cognitiva –
Objetivo: “distrair” e desviar a atenção do paciente para o que lhe impede de
dormir. O trabalho é feito no sentido de fazer o paciente lidar com o problema,
de modo que ele não lhe pareça uma catástrofe, substituindo conceitos e hábitos
disfuncionais por outros mais apropriados.
- Relaxamento e
relaxamento monitorizado – Objetivo: obter o relaxamento condicionado e assim
uma redução do tônus simpático. Esse treinamento pode requerer várias sessões,
e é preciso ter em vista que é mais fácil relaxar fisicamente do que
mentalmente. Desse modo, aconselha-se a associação com técnicas para lidar com
pensamentos intrusivos, ou seja, a atividade mental intensa durante a noite.
Fonte: Revista 50 Faq Distúrbios do Sono
Falta de sono prejudica o trabalho e pode causar acidentes
Alterações
no padrão de sono podem afetar qualquer profissão
Sabemos que dormir é fundamental e
dormir bem é mais importante do que dormir muito. A quantidade de horas de sono
é um fator muito importante, pois depende de uma variação bastante individual.
A qualidade do descanso noturno interfere diretamente nas atividades que serão
realizadas no dia seguinte, por exemplo, no seu ambiente de trabalho.
Acordar com a sensação de que o corpo
está descansado é um sinal positivo de que o seu sono foi restaurador. O humor
também é um alerta importante. Se alguém der bom dia e você pensar: “bom dia só se for para você”, talvez aquelas horinhas
de sono não tenham sido suficientes para reparar as energias que foram gastas
ao longo do dia anterior.
A sociedade nos impõe uma restrição
crônica onde diariamente somos privados de dormir a quantidade de horas ideal
para o nosso organismo se sentir descansado. Nos Estados Unidos há um
termo bastante utilizado para comprovar esse acontecimento, mostrando que cada
vez mais, estamos dormindo menos. É o chamado “24 por 7”, ou seja, 24 horas
funcionando, sem parar, nos 7 dias da semana. E nós somos os grandes culpados
dessa privação, pois cada vez mais encaixamos tarefas no nosso dia-a-dia. Que
horas eu vou ao supermercado depois de trabalhar 12, 14, 20 horas por dia? De
madrugada, afinal funciona 24h. E quem paga por isso é o nosso próprio sono.
O resultado dessa constante privação
pode ser vista na produtividade, no desempenho e no déficit na capacidade de
aprendizado. Alterações no padrão de sono podem afetar qualquer profissão, mas
vale lembrar que no caso de algumas que trabalham com a saúde e a segurança, o
cansaço provocado pela falta de sono pode provocar consequências bem mais
sérias.
Em 2009, um avião caiu em área
residencial nos Estados Unidos, matando 50 pessoas. A investigação apontou que
a provável causa do desastre foi a fadiga dos pilotos, pois os registros
mostraram que eles haviam trabalhado por muitas horas, sem interrupções. Casos
mais antigos e bastante conhecidos como Chernobyl, a explosão do reator nuclear
que ocorreu em 26 de abril de 1986, ocasionou 2.500 mortes. O desastre foi
provocado por erros humanos que ocorreram na madrugada e é considerado um
acidente relacionado à fadiga dos trabalhadores. O mais grave de todo esse
contexto, segundo dois importantes pesquisadores dessa área, Shantha Rajaratnam
e Josephine Arendt, é que a sonolência, em comparação com o uso de álcool e
outras drogas, é considerada a maior causa identificável e EVITÁVEL de
acidentes de trabalho. Por isso o importante não é a quantidade de horas de
sono que você tem, mas a qualidade do mesmo.
Fonte: Veja Viver Bem / Mídia News
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