segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A saúde do seu sono


Todos sabem que nenhuma mente funciona direito sem uma boa noite de sono, mas ainda não se sabe exatamente a função do sono. Várias funções têm sido atribuídas baseadas em estudos com imagens funcionais. Uma hipótese bastante forte é a de que, nos primeiros anos de vida, o sono tenha um papel importante na maturação do sistema nervoso central. Outra é que ele sirva para reposição de energias. A ativação e desativação de determinadas áreas cerebrais cujas funções são conhecidas e associadas a estudos de privação do sono sugerem que tanto o sono de ondas lentas quanto o sono REM possuem importante papel na memória. Um número maior de estudos sugere que o sono REM é importante na consolidação dos processos de aprendizado e memória. Sabe-se, ainda, que as áreas relacionadas ao sono NREM também estão envolvidas em regulação da temperatura corporal, dos processos autonômicos e da regulação do apetite. É fato que, quando dormimos o hormônio do crescimento é secretado.

Acredita-se ainda que é durante o sono que acontece a transposição da memória temporária para a memória permanente. Nem todos sabem, mas uma noite de sono mal dormida, pode afetar muito os resultados da balança.



O sono ocorre em ciclos que incluem: sono não REM (NREM), ou sono lento, e sono REM. Estes dois estados se alternam durante a noite constituindo os ciclos do sono. Observa-se uma alternância de um período de vigília e um período de sono (cerca de 8 horas), no adulto. Estudos recentes mostram que o período de sono está encurtado na maior parte da população e que pessoas ativas e que mantêm mais contato social, tendem a dormir melhor. Os principais sincronizadores do ciclo de vigília/sono são: a luz solar e o convívio social. Recomenda-se também às pessoas que sofrem de “jet lag” por atravessarem fusos horários diferentes, que se exponham à luz solar do dia no local novo e tentem estar ativas durante o dia, a fim de ressincronizar seu ritmo com o do local novo visitado.

Noites mal dormidas podem ser responsáveis por uma maior incidência de acidentes de trabalho e de trânsito. Se o indivíduo não tiver uma boa noite de sono ele estará propenso a alterações no humor, aumento de peso, risco de doenças cardiovasculares, e consequentemente, diminuição da perspectiva de vida. Para cada noite de sono perdida, são necessárias até duas noites de reposição de sono. Estudos provam que a população está dormindo cada vez menos. A preocupação com o tratamento preventivo deve começar na infância e a Associação Brasileira do Sono apresenta dez mandamentos para você dormir melhor. Veja aqui os mandamentos ou acesse: www.clinicadosonorj.com.br 


Fonte: Revista 50 FAQ –Distúrbios do Sono e Revista Superinteressante Online

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eletroneuromiografia


Eletroneuromiografia (ENMG) é um exame complementar diagnóstico, que estuda o funcionamento dos nervos periféricos e dos músculos. Ele se divide em duas partes: o estudo da condução nervosa e o eletromiografia. O exame é uma extensão do exame clínico neurológico e fisiátrico.

O  O estudo da condução nervosa é a primeira etapa de eletroneuromiografia convencional. Consiste na aplicação de impulsos elétricos de baixa intensidade nos nervos periféricos com o objetivo de estimulá-los a produzir um potencial de ação que possa ser analisado pelo neurofisiologista clínico. A segunda etapa é representada pelo eletromiografia. Nessa fase, consiste na análise da atividade muscular em repouso e durante a contração.

As principais indicações para o exame são: 
* Doenças do Neurônio Motor (esclerose lateral amiotrófica, poliomielite, atrofia muscular progressiva, atrofia muscular espinhal, doença de Kennedy, Amiotrofia monomélica);

* Doenças das Raízes Espinhais (radiculopatias e polirradiculopatias);

* Doenças dos Plexos (plexopatia braquial e lombossacral, síndrome do desfiladeiro torácico neurogênica verdadeira);

* Doenças dos Nervos Periféricos (polineuropatias axonais e desmielinizantes, mononeuropatias – Sd. do túnel do carpo, paralisia facial periférica..., trauma de nervos periféricos, mononeuropatias múltiplas);

* Doenças da Transmissão Neuromuscular (Miastenia Gravis, Sd. de Lambert Eaton, botulismo, intoxicação por organofosforados);

* Doenças dos Músculos (miopatias, distrofias musculares e paralisias periódicas).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Síndrome das Pernas Inquietas

A Síndrome das Pernas Inquietas é um distúrbio no qual o indivíduo apresenta uma sensação de desconforto nas pernas, que é aliviada pelo movimento. Ocorrem alterações da sensibilidade gerando agitação motora involuntária dos membros inferiores. Costuma se exacerbar antes de dormir, como conseqüência, o paciente passa o dia sonolento, cansado, indisposto e irritado. Em casos mais graves pode chegar a afetar os membros superiores. O diagnóstico é feito pela história clínica e por testes de restrição forçada ou voluntária do movimento. 

Frequentemente, pacientes com Síndrome das Pernas Inquietas apresentam distúrbio de movimentos periódicos de membros durante o sono. Cabe ressaltar, no entanto, que a Síndrome das Pernas Inquietas é um distúrbio da vigília enquanto que o Distúrbio dos Movimentos Periódicos de Membros (DMPM) ocorre durante o sono. A maioria dos pacientes com a Síndrome apresenta distúrbio de movimentos periódicos de membros, no entanto, apenas a minoria dos pacientes com DMPM apresenta a Síndrome. A etiologia da síndrome ainda não está completamente esclarecida. Sabe-se que ela está relacionada à uma disfunção do sistema dopaminérgico. Os principais sintomas da doença são a sensação de desconforto e a necessidade de mover as pernas. A intensidade varia de leve a grave de acordo com cada paciente.

O tratamento e suas complicações:

A síndrome pode ser tratada com medidas comportamentais e farmacológicas (uso de remédios). Os medicamentos dopaminérgicos costumam ser eficazes no tratamento da doença. Alguns antiepiléticos, também são utilizados em algumas ocasiões específicas. A reposição de ferro pode ser eficaz em alguns casos nos quais a deficiência de ferro prejudica a condução dopaminérgica. Medidas comportamentais importantes são a prática do exercício físico e uma boa higiene de sono. Fique atento aos sintomas e procure um médico. A prevenção ainda é o melhor remédio.


Fonte: Revista 50 FAQ – Distúrbios do Sono

Polissonografia



A polissonografia é o exame complementar mais importante para o diagnóstico dos transtornos do sono. Ela consiste no registro de dados relacionados ao sono assistido (durante a noite inteira), com a avaliação de múltiplos parâmetros fisiológicos. Ela tem ainda papel fundamental no diagnóstico diferencial da sonolência excessiva diurna.  Entre os parâmetros inclui-se o registro de variáveis neurofisiológicas e de variáveis cardiorrespiratórias. Também podem ser registrados os roncos e as mudanças da posição corporal.

Os índices percentuais fisiológicos encontrados na Polissonografia normal de um adulto costumam ser: eficiência do sono maior que 85% e latência do sono menor que 30 minutos, entre outros números. No idoso, o exame é usado quando ocorre aumento de microdespertares e/ou redução progressiva do sono. O exame pode auxiliar ainda no diagnóstico diferencial da parassonias, nesse caso, com registro de mais canais e monitoramento por vídeo. O exame é muito útil para monitorização de transtornos de movimentos do sono, tais como bruxismo, movimentos periódicos de membros e etc. 

A polissonografia é indicada para pacientes que apresentam:

- Sonolência Diurna Excessiva;
- distúrbios respiratórios durante o sono como roncos, Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, etc;
- necessidade do uso do CPAP, aparelho que permite a normalização das apneias durante o período do sono do paciente;
- cirurgia otorrinolaringolica ou bucomaxilar;
- arritmias cardíacas que ocorrem durante o sono;
- distúrbios de comportamento que ocorrem durante o sono como sonambulismo, epilepsias, etc;
- Síndrome de Pernas Inquietas e Movimentos Periódicos dos Membros;
- insônias crônicas;


Fonte: Revista 50 FAQ – Distúrbios do Sono

terça-feira, 17 de julho de 2012

Bruxismo


É um distúrbio de movimento caracterizado pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Pacientes de todas as idades podem adquirir a doença, e no geral é mais observada em mulheres. Está relacionada totalmente ao alto nível de estresse. Nos dias de hoje o bruxismo tornou-se algo relativamente comum, mas não menos incômodo. 

Caracterizado por contrações repetidas e sustentadas dos músculos da mandíbula, o bruxismo ocorre em cerca de 15% da população. O diagnóstico geralmente é feito depois de surgirem algumas complicações como desgastes nos dentes, dores na musculatura mastigatória, estalidos nas articulações, perdas ósseas na mandíbula e maxilar e outros. Por vezes, a polissonografia ajuda a caracterizar melhor o quadro por meio do registro dos movimentos anormais, dos despertares breves associados e seu grau de severidade.
Quanto ao grau, a doença pode ser considerada leve, moderada ou severa, em que ocorrem evidências de danos às estruturas do sistema mastigatório. O bruxismo pode ser primário ou secundário ao uso de drogas e a algumas doenças clínicas ou psiquiátricas.

O bruxismo noturno é um ato inconsciente que envolve movimentos rítmicos semelhantes aos da mastigação, com longos períodos de contração dos músculos mandibulares, podendo ser a causa da dor muscular e da fadiga. Um alinhamento incorreto dos dentes e o fechamento inadequado da boca costumam estar presentes em grande parte dos casos. A cura total para esse problema ainda é desconhecida. Hábitos como mascar chicletes, morder ou apertar objetos devem ser considerados como um vício concomitante do bruxismo e, portanto, eliminados. O portador da doença deve também visitar constantemente o dentista para que seja acompanhado pelo profissional. 

Revista 50 FAQ – Distúrbios do Sono 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Transtornos do sono em idosos

Estima-se que os transtornos do sono afetam em torno de 50% das pessoas com mais de 65 anos. Um grande número de idosos apresenta alterações na qualidade do sono. Os principais transtornos são a insônia, a apneia do sono e o distúrbio dos movimentos periódicos de membros durante o sono. Alguns fatores específicos ocorrem na insônia do idoso: frequentemente, ela é secundária a distúrbios como a nictúria (perda involuntária da urina) e a dor crônica. 

A apneia do sono aumenta de prevalência com o passar dos anos. Alguns fatores relacionados à idade, são: a redução da elasticidade das vias aéreas superiores, a redução da capacidade pulmonar, a piora do controle respiratório e o aumento do índice de massa corporal. Em geral, os idosos apresentam menos sintomas do que os indivíduos mais jovens, o que faz com que a apneia passe despercebida em muitos casos. 

Já o índice de movimentos periódicos de membros durante o sono aumenta sobremaneira com o passar dos anos. Quando esses movimentos causam interrupção do sono, piora de sua qualidade e sonolência configura-se a síndrome dos movimentos periódicos de membros, que pode ser tratada com medicamentos e medidas comportamentais.

Nos idosos, o próprio ritmo circadiano parece sofrer alterações e não são raros os casos de inversão do dia pela noite. Uma das primeiras alterações que podem indicar a iminência de transtornos do sono é a alteração do horário de acordar (muito mais cedo na velhice), além de eventual sensação de cansaço durante o dia que segue a noite mal dormida. Outros problemas musculares e articulares podem surgir com as alterações do sono. 

Os pacientes idosos portadores de demência também costumam apresentar distúrbios do ciclo sono-vigília, e esse distúrbio pode servir até como avaliação do grau de demência; quanto mais alterado for o ritmo sono-vigília, mais intensa a demência. O fato dos pacientes demenciados passarem as noites acordados tem como complicação, não só a saúde do paciente, mas os transtornos que isso acaba produzindo nas pessoas que cuidam deles. 


Fonte: Revista 50 FAQ – Distúrbios do Sono e Site PsiqWeb