segunda-feira, 10 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
A saúde do seu sono
Todos sabem que nenhuma mente
funciona direito sem uma boa noite de sono, mas ainda não se sabe
exatamente a função do sono. Várias funções têm sido atribuídas baseadas em
estudos com imagens funcionais. Uma hipótese bastante
forte é a de que, nos primeiros anos de vida, o sono tenha um papel importante
na maturação do sistema nervoso central. Outra é que ele sirva para reposição
de energias. A ativação e desativação de determinadas áreas cerebrais
cujas funções são conhecidas e associadas a estudos de privação do sono sugerem
que tanto o sono de ondas lentas quanto o sono REM possuem importante papel na
memória. Um número maior de estudos sugere que o sono REM é importante na
consolidação dos processos de aprendizado e memória. Sabe-se, ainda, que as
áreas relacionadas ao sono NREM também estão
envolvidas em regulação da temperatura corporal, dos processos autonômicos e da
regulação do apetite. É fato que, quando dormimos o
hormônio do crescimento é secretado.
Acredita-se ainda que é durante o sono que
acontece a transposição da memória temporária para a memória permanente. Nem
todos sabem, mas uma noite de sono mal dormida, pode afetar muito os resultados
da balança.
O sono ocorre em ciclos que
incluem: sono não REM (NREM), ou sono lento, e sono REM. Estes dois estados se
alternam durante a noite constituindo os ciclos do sono. Observa-se uma
alternância de um período de vigília e um período de sono (cerca de 8 horas),
no adulto. Estudos recentes mostram que o período de sono está encurtado na
maior parte da população e que pessoas ativas e que mantêm mais contato social,
tendem a dormir melhor. Os principais sincronizadores do ciclo de vigília/sono
são: a luz solar e o convívio social. Recomenda-se também às pessoas que sofrem
de “jet lag” por atravessarem fusos
horários diferentes, que se exponham à luz solar do dia no local novo e tentem
estar ativas durante o dia, a fim de ressincronizar seu ritmo com o do local
novo visitado.
Noites mal dormidas podem ser responsáveis por uma maior
incidência de acidentes de trabalho e de trânsito. Se o indivíduo não tiver uma
boa noite de sono ele estará propenso a alterações no humor, aumento de peso,
risco de doenças cardiovasculares, e consequentemente, diminuição da
perspectiva de vida. Para cada noite de sono perdida, são necessárias
até duas noites de reposição de sono. Estudos provam que a população está
dormindo cada vez menos. A preocupação com o tratamento preventivo deve começar na infância e a
Associação Brasileira do Sono apresenta
dez mandamentos para você dormir melhor. Veja aqui os mandamentos ou acesse: www.clinicadosonorj.com.br
Fonte: Revista 50 FAQ –Distúrbios do Sono e Revista Superinteressante
Online
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Eletroneuromiografia
Eletroneuromiografia (ENMG) é um exame
complementar diagnóstico, que estuda o funcionamento dos nervos periféricos e
dos músculos. Ele se divide em duas partes: o estudo da condução nervosa e o eletromiografia.
O exame é uma extensão do exame clínico neurológico e fisiátrico.
O
O estudo da condução nervosa é a primeira etapa de eletroneuromiografia convencional.
Consiste na aplicação de impulsos elétricos de baixa intensidade nos nervos
periféricos com o objetivo de estimulá-los a produzir um potencial de ação que
possa ser analisado pelo neurofisiologista clínico. A segunda etapa é
representada pelo eletromiografia. Nessa fase, consiste na análise da atividade muscular em repouso e durante
a contração.
As principais indicações para o exame são:
* Doenças do Neurônio Motor (esclerose lateral
amiotrófica, poliomielite, atrofia muscular progressiva, atrofia muscular
espinhal, doença de Kennedy, Amiotrofia monomélica);
* Doenças das Raízes Espinhais (radiculopatias
e polirradiculopatias);
* Doenças dos Plexos (plexopatia braquial e
lombossacral, síndrome do desfiladeiro torácico neurogênica verdadeira);
* Doenças dos Nervos Periféricos
(polineuropatias axonais e desmielinizantes, mononeuropatias – Sd. do túnel do
carpo, paralisia facial periférica..., trauma de nervos periféricos, mononeuropatias
múltiplas);
* Doenças da Transmissão Neuromuscular
(Miastenia Gravis, Sd. de Lambert Eaton, botulismo, intoxicação por
organofosforados);
* Doenças dos Músculos (miopatias, distrofias
musculares e paralisias periódicas).
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Síndrome das Pernas Inquietas
A Síndrome das Pernas Inquietas é um distúrbio no qual o indivíduo
apresenta uma sensação de desconforto nas pernas, que é aliviada pelo
movimento. Ocorrem alterações da sensibilidade gerando agitação motora
involuntária dos membros inferiores. Costuma se exacerbar antes de dormir, como
conseqüência, o paciente passa o dia sonolento, cansado, indisposto e irritado.
Em casos mais graves pode chegar a afetar os membros superiores. O diagnóstico
é feito pela história clínica e por testes de restrição forçada ou voluntária
do movimento.
Frequentemente, pacientes com Síndrome das Pernas Inquietas
apresentam distúrbio de movimentos periódicos de membros durante o sono. Cabe
ressaltar, no entanto, que a Síndrome das Pernas Inquietas é um distúrbio da
vigília enquanto que o Distúrbio dos Movimentos Periódicos de Membros (DMPM)
ocorre durante o sono. A maioria dos pacientes com a Síndrome apresenta
distúrbio de movimentos periódicos de membros, no entanto, apenas a minoria dos
pacientes com DMPM apresenta a Síndrome. A etiologia da síndrome ainda não está
completamente esclarecida. Sabe-se que ela está relacionada à uma disfunção do
sistema dopaminérgico. Os principais sintomas da doença são a sensação de
desconforto e a necessidade de mover as pernas. A intensidade varia de leve a
grave de acordo com cada paciente.
O tratamento e suas complicações:
A síndrome pode ser tratada com medidas comportamentais e farmacológicas
(uso de remédios). Os medicamentos dopaminérgicos costumam ser eficazes no
tratamento da doença. Alguns antiepiléticos, também são utilizados em algumas
ocasiões específicas. A reposição de ferro pode ser eficaz em alguns casos nos quais
a deficiência de ferro prejudica a condução dopaminérgica. Medidas
comportamentais importantes são a prática do exercício físico e uma boa higiene
de sono. Fique atento aos sintomas e procure um médico. A prevenção ainda é o
melhor remédio.
Fonte: Revista 50 FAQ –
Distúrbios do Sono
Polissonografia
A polissonografia é o exame
complementar mais importante para o diagnóstico dos transtornos do sono. Ela
consiste no registro de dados relacionados ao sono assistido (durante a noite
inteira), com a avaliação de múltiplos parâmetros fisiológicos. Ela tem ainda
papel fundamental no diagnóstico diferencial da sonolência excessiva
diurna. Entre os parâmetros inclui-se o
registro de variáveis neurofisiológicas e de variáveis cardiorrespiratórias.
Também podem ser registrados os roncos e as mudanças da posição corporal.
Os índices percentuais fisiológicos encontrados na
Polissonografia normal de um adulto costumam ser: eficiência do sono maior que
85% e latência do sono menor que 30 minutos, entre outros números. No idoso, o
exame é usado quando ocorre aumento de microdespertares e/ou redução
progressiva do sono. O exame pode auxiliar ainda no diagnóstico diferencial da
parassonias, nesse caso, com registro de mais canais e monitoramento por vídeo.
O exame é muito útil para monitorização de transtornos de movimentos do sono,
tais como bruxismo, movimentos periódicos de membros e etc.
A polissonografia é
indicada para pacientes que apresentam:
- Sonolência Diurna
Excessiva;
- distúrbios
respiratórios durante o sono como roncos, Síndrome da Apnéia Obstrutiva do
Sono, etc;
- necessidade do uso do CPAP, aparelho que permite a normalização
das apneias durante o período do sono do paciente;
- cirurgia otorrinolaringolica
ou bucomaxilar;
- arritmias cardíacas
que ocorrem durante o sono;
- distúrbios de
comportamento que ocorrem durante o sono como sonambulismo, epilepsias, etc;
- Síndrome de Pernas
Inquietas e Movimentos Periódicos dos Membros;
- insônias crônicas;
Fonte: Revista 50 FAQ – Distúrbios do
Sono
terça-feira, 17 de julho de 2012
Bruxismo
É um
distúrbio de movimento caracterizado pelo ranger ou apertar dos dentes durante
o sono. Pacientes de todas as idades podem adquirir a doença, e no geral é mais
observada em mulheres. Está relacionada totalmente ao alto nível de estresse.
Nos dias de hoje o bruxismo tornou-se algo relativamente comum, mas não menos
incômodo.
Caracterizado
por contrações repetidas e sustentadas dos músculos da mandíbula, o bruxismo ocorre em cerca de 15% da população. O diagnóstico geralmente é feito depois de surgirem algumas
complicações como desgastes nos dentes, dores na musculatura mastigatória,
estalidos nas articulações, perdas ósseas na mandíbula e maxilar e outros. Por
vezes, a polissonografia ajuda
a caracterizar melhor o quadro por meio do registro dos movimentos anormais,
dos despertares breves associados e seu grau de severidade.
Quanto
ao grau, a doença pode ser considerada leve, moderada ou severa, em que ocorrem
evidências de danos às estruturas do sistema mastigatório. O bruxismo pode ser
primário ou secundário ao uso de drogas e a algumas doenças clínicas ou
psiquiátricas.
O bruxismo noturno é um ato inconsciente que envolve
movimentos rítmicos semelhantes aos da mastigação, com longos períodos de
contração dos músculos mandibulares, podendo ser a causa da dor muscular e da
fadiga. Um alinhamento incorreto dos dentes e o fechamento inadequado da boca
costumam estar presentes em grande parte dos casos. A cura total para esse
problema ainda é desconhecida. Hábitos
como mascar chicletes, morder ou apertar objetos devem ser considerados como um
vício concomitante do bruxismo e, portanto, eliminados. O portador da doença
deve também visitar constantemente o dentista para que seja acompanhado pelo
profissional.
Revista 50 FAQ – Distúrbios do Sono
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Transtornos do sono em idosos
Estima-se que os transtornos do sono afetam em torno de 50% das pessoas com mais de 65 anos. Um grande número de idosos apresenta alterações na qualidade do sono. Os principais transtornos são a insônia, a apneia do sono e o distúrbio dos movimentos periódicos de membros durante o sono. Alguns fatores específicos ocorrem na insônia do idoso: frequentemente, ela é secundária a distúrbios como a nictúria (perda involuntária da urina) e a dor crônica.
A apneia do sono aumenta de prevalência com o passar dos anos. Alguns fatores relacionados à idade, são: a redução da elasticidade das vias aéreas superiores, a redução da capacidade pulmonar, a piora do controle respiratório e o aumento do índice de massa corporal. Em geral, os idosos apresentam menos sintomas do que os indivíduos mais jovens, o que faz com que a apneia passe despercebida em muitos casos.
Já o índice de movimentos periódicos de membros durante o sono aumenta sobremaneira com o passar dos anos. Quando esses movimentos causam interrupção do sono, piora de sua qualidade e sonolência configura-se a síndrome dos movimentos periódicos de membros, que pode ser tratada com medicamentos e medidas comportamentais.
Nos idosos, o próprio ritmo circadiano parece sofrer alterações e não são raros os casos de inversão do dia pela noite. Uma das primeiras alterações que podem indicar a iminência de transtornos do sono é a alteração do horário de acordar (muito mais cedo na velhice), além de eventual sensação de cansaço durante o dia que segue a noite mal dormida. Outros problemas musculares e articulares podem surgir com as alterações do sono.
Os pacientes idosos portadores de demência também costumam apresentar distúrbios do ciclo sono-vigília, e esse distúrbio pode servir até como avaliação do grau de demência; quanto mais alterado for o ritmo sono-vigília, mais intensa a demência. O fato dos pacientes demenciados passarem as noites acordados tem como complicação, não só a saúde do paciente, mas os transtornos que isso acaba produzindo nas pessoas que cuidam deles.
Fonte: Revista 50 FAQ – Distúrbios do Sono e Site PsiqWeb
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